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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Perfil Antropológico de Mim











Eu, Sagitário!
Kheiron! Centauro virtuoso e amigo do saber,
que alforriaste Prometeu às garras do inferno.
Alçaste aos céus e ali eternizaste sonhos,
por entre estrelas e báratros incontáveis,
na impérvia desnudez da constelação de Sagitário.

Abrolho dessa lírica e sutil nebulosa,
como navegante afoita dos oceanos do céu.
Sibilo a flecha do conhecimento,
nua em pelo e em sons, à poeira divina.

É por essa criatura, meio humana e animal,
que me desfaço em dualidade poética
e reconheço meu ser em desalinho,
no soluço dorido de cavalgada ao léu.

Arrebento em fúria os botões do abismo
e liberto os bicos róseos do meu paraíso
ao sabor da Via Láctea, que louca e lésbia,
suga-me os seios sem pedir licença.

Meu leite jorra esquizofrenicamente
e, nesse fado, fadas e demônios alimenta.
Homens e mulheres sacia, para perder-se
no acaso infecundo da fluidez do pensamento.

Kheiron! Lanço-me ao mistério das conchas estelares,
a permitir estupro em amarras vermelhas.
Arreganho-me ao pisotear das patas mitológicas,
cujas bocas ensandecidas devoram meu corpo.

À iniquidade santa do meu verbo, danças feliz,
enquanto vertes sêmen ao embalo das minhas pernas.
Preciso arfar na imortalidade deusa que perdeste
  
ao desejo de humanidade frágil e pecadora.

Busco a verdade na força desse arco empeçonhado
e, sou teu manto magnânimo, sem jamais ser tua.
O feitiço das minhas veias é a teia do teu prazer
e, sem piedade, a agrura eterna da tua traição.

Sou mulher e cavalo - sei cavalgar-te, fêmea!
Sou cavalo e mulher - sei atiçar meu homem!
De quatro restarei aos teus desejos loucos,
se endeusares o som da minha boca
 
na seiva agridoce do teu estro armado!
 
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Foto pessoal (2008) sobreposta às imagens dos centauros,
capturadas, separadamente, na Internet. Arte por Sílvia Mota
Cabo Frio, 20 de fevereiro de 2010 - 4h35



Às saudades... todas as saudades...


Poeta suicida
 
Há dias aos quais sonho a vida
de forma tão insana,
que desgrudo meu olhar de mim
e afloro primavera queimada.
Hastes secas,
pétalas ressequidas
ao sol do meio dia
- enxerto mal feito -

 
Há dias aos quais morro em vida
e de forma incontida
revelo a insolência tola
do peito atrevido.
Exibo ao mundo
uma indecorosa felicidade,
que chora escondida

e se amofina à cópula dos ratos.
 
Há dias aos quais fantasio sexo
através das rendas
e veludos vermelhos
enfurnados na lembrança.
Cubro-me de lingeries
negra, verde, azul, branca...
e colorida de ilusões
enluto-me na saudade.


Há dias aos quais me acavalo
na cauda dos arco-íris
e sumo no vento, pelo Infinito,
a sugar o sexo dos anjos.
Embebedo-me consciente
ao sabor agridoce... gota a gota...
empanturrando-me de vertigem,
até vomitar Eras no paraíso das estrelas.

 
Nesses dias, aos quais sou humana,
h u m a n a m e n t e monstro de mim,
é preciso estourar os tímpanos
com a granada da Esperança.
Emparedo-me viva – como vampira,
nos poros sanguinolentos da própria pele
e por apodrentar em perfume,
suicida viva, despetalo.

 
Ao então, quando a escuridão desaba
e o Universo se arrasta aos meus pés
a bolinar-me morta, os meus Eus imortais
arreganham-se em orgasmos múltiplos.
Nessa ménage indescritível
arrombo o sarcófago da inércia
e renasço falena... meio fada... meio bruxa...
borboleta noturna... meio fêmea... meio poeta...





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Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 30 de março de 2010 – 16h45
Fundo musical: Charles Aznavour. Mourir d'aimer.

 


Fé, Amor, Paz e Poesia


Nomeada Embaixador Universal da Paz pelo Círculo Universal dos Embaixadores da Paz - Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - France & Genève Suisse, em 16 de novembro de 2009. Humanista, há vinte e seis anos pratico o Budismo de Nitiren Daishonin, sob o desafio de contribuir para a concretização da Paz Mundial, a exemplo do meu Mestre da Vida, Dr. Daisaku Ikeda. Acredito na mudança interior de cada indivíduo, por meio da cultura. Neste contexto, sob a condição de Mestre em Direito, pela UERJ, meus escritos científicos nascem do anseio de despertar nos leitores um pensamento crítico-reflexivo, para que possamos, juntos, interferir na realidade fática em benefício de um mundo melhor. Quanto aos meus poemas, são as flores de mim. Ofereço-as ao mundo. Através de cada verso, pretendo alegrar os corações, espargindo-lhes um perfume de Amor, Paz e Fé.

Mas, afinal, o que é a vida humana?

Mas, afinal, o que é a vida humana?
"Como explicar a vida humana, nesse equilíbrio universal intenso, animal e vegetal, que se processa a cada momento, veemente, num movimento dúbio que a um só tempo é uno e, por incrível, tão independente? Como elucidar o irresistível e enigmático segredo que extravasa de uma única célula feminina na conquista de milhões de espermatozóides, ou ainda depreender o resfolegar estranho que permanece adormecido por milênios e desperta ao toque do cientista em busca de aventura? Sem querer nem poder atingir a impérvia essência da criação, ou desvendar as verdades biológica, sociológica e psicológica do indivíduo, entende-se a vida humana como o agrupado de todos esses mistérios revelados através da energia mantida pela ação dos elementos naturais e alterados, iminentemente, pela intercessão da cultura. A vida humana se ampara na cumplicidade entre indivíduo e natureza, que os torna inseparáveis e necessários um ao outro. Vertente dos outros bens jurídicos é, pela sua essência - independente de qualquer avanço biotecnológico - única e irreplicável. Por isso, exige o respeito absoluto de não ser tratada como simples meio, mas como fim" [Sílvia Mota. Da bioética ao biodireito: a tutela da vida no âmbito do direito civil. Trecho da Dissertação de Mestrado, 1999].

Felicidade absoluta... é coisa que não tem...

Felicidade absoluta... é coisa que não tem...
"Da necessidade inerente ao espírito humano de encontrar um desígnio para sua existência, nasce a ilusão da felicidade absoluta; aquela ilusão que, de tanto perseguida massacra, sem indulgência, a viril realidade, criando neste 'locus vitae humanae' um mundo de sonhos arriscados, mas irresistíveis, ao que a ninguém é suscetível ignorar" [Sílvia Mota, 7 de maio de 2008].

Belas artes belas

Belas artes belas
"Existe diferença entre as artes úteis e as belas artes. As primeiras visam determinado fim, sem excluir, entretanto, a beleza; as segundas, generosas, almejam simplesmente a criação do belo. Ao falar da minha produção artística, seja através da pena ou do pincel, refiro-me sempre às belas artes belas" [Sílvia Mota, 2002].

Amor... sempre amor!..

Amor... sempre amor!..
"Malho a mente todos os dias, por ininterruptas horas, enviando comandos exaustivos para o coração, ordenando-lhe que jamais desista de amar" [Sílvia Mota].

Criatura e criadora

Criatura e criadora
Quando ouvi meu silêncio deixei-me seduzir, pari minha felicidade e encontrei a paz (Sílvia Mota, 19 de novembro de 2008 - 13h15)

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