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sexta-feira, 19 de março de 2010

Eu, por mim, num só compasso

 

Uma hora e quarenta e seis minutos do dia dois de dezembro de mil novecentos e cinquenta e um. Madrugada, desde o nascimento, aprendi a ser flor livre, com a primavera que me trouxe ao mundo. Aliás, papai me sonhou flor, antes de nascer e, à imaginação de mamãe, minha chegada ao mundo foi coroada por uma revoada de pombos fugindo pela janela. Amei e fui amada. Eu-poeta sonhei e eu-mulher pari três vezes e três vezes fui mãe. Eu-mãe. Quando mãe, não sou mais nada, a não ser mãe. Basto-me. Através das telas, pincéis e tintas, criei meu mundo, por mim mesma. Agora, num outono-flor - porque outono é saber e flor é sonho e esperança - reencontro a paz somente vivida na infância. Reescrevo, passo-a-passo, a vida em poemas. Ensino o que sei. Aprendo o que não sei, todos os dias. Procuro entender a Justiça e a transmutá-la num direito meu. Perco e ganho. Morro e renasço, por diversas vezes. Fênix do amor! Do amor, para o amor! Sempre.
Sílvia Mota a Poeta e Escritora do Amor e da Paz
Cabo Frio, 11 de maio de 2009 – 14h53

2 comentários:

  1. Hola poeta do amor e da paz....brilhante poeta....estou aqui pertinho de vc no

    www.filgueirasrusso.blospot.com

    te espero com um bom vinho italiano!!! rs

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  2. Como é que é ser escritora do Amor e da Paz?
    Fiquei curiosa! Tens conseguido?
    Sucesso!

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Mas, afinal, o que é a vida humana?

Mas, afinal, o que é a vida humana?
"Como explicar a vida humana, nesse equilíbrio universal intenso, animal e vegetal, que se processa a cada momento, veemente, num movimento dúbio que a um só tempo é uno e, por incrível, tão independente? Como elucidar o irresistível e enigmático segredo que extravasa de uma única célula feminina na conquista de milhões de espermatozóides, ou ainda depreender o resfolegar estranho que permanece adormecido por milênios e desperta ao toque do cientista em busca de aventura? Sem querer nem poder atingir a impérvia essência da criação, ou desvendar as verdades biológica, sociológica e psicológica do indivíduo, entende-se a vida humana como o agrupado de todos esses mistérios revelados através da energia mantida pela ação dos elementos naturais e alterados, iminentemente, pela intercessão da cultura. A vida humana se ampara na cumplicidade entre indivíduo e natureza, que os torna inseparáveis e necessários um ao outro. Vertente dos outros bens jurídicos é, pela sua essência - independente de qualquer avanço biotecnológico - única e irreplicável. Por isso, exige o respeito absoluto de não ser tratada como simples meio, mas como fim" [Sílvia Mota. Da bioética ao biodireito: a tutela da vida no âmbito do direito civil. Trecho da Dissertação de Mestrado, 1999].

Felicidade absoluta... é coisa que não tem...

Felicidade absoluta... é coisa que não tem...
"Da necessidade inerente ao espírito humano de encontrar um desígnio para sua existência, nasce a ilusão da felicidade absoluta; aquela ilusão que, de tanto perseguida massacra, sem indulgência, a viril realidade, criando neste 'locus vitae humanae' um mundo de sonhos arriscados, mas irresistíveis, ao que a ninguém é suscetível ignorar" [Sílvia Mota, 7 de maio de 2008].

Belas artes belas

Belas artes belas
"Existe diferença entre as artes úteis e as belas artes. As primeiras visam determinado fim, sem excluir, entretanto, a beleza; as segundas, generosas, almejam simplesmente a criação do belo. Ao falar da minha produção artística, seja através da pena ou do pincel, refiro-me sempre às belas artes belas" [Sílvia Mota, 2002].

Amor... sempre amor!..

Amor... sempre amor!..
"Malho a mente todos os dias, por ininterruptas horas, enviando comandos exaustivos para o coração, ordenando-lhe que jamais desista de amar" [Sílvia Mota].

Criatura e criadora

Criatura e criadora
Quando ouvi meu silêncio deixei-me seduzir, pari minha felicidade e encontrei a paz (Sílvia Mota, 19 de novembro de 2008 - 13h15)

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